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Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional e Dirigentes Lojistas (CDNL) revelou que pelo menos 72% dos brasileiros estão otimistas com uma possível melhora econômica no Brasil em 2019.

Pelo menos 51% dos entrevistados revelaram que mantém, como meta, juntar dinheiro neste ano e outros 37% pretendem sair do vermelho.

Apesar da confiança da população, outros 58% acreditam que é preciso avaliar calmamente o cenário, e que a crise deve seguir impactando a rotina dos brasileiros.

Por conta do novo cenário político e econômico, que ainda é nebuloso devido ao novo governo, muitos consumidores ainda garantem que vão esperar para tomar atitudes que envolvem investimentos. Pelo menos 51% dos entrevistados revelaram que fizeram estudos sobre como pretendem controlar mais os gastos domésticos, enquanto 50% afirmaram que pretendem pesquisar ainda mais os preços de bens de consumo. 44% do montante ainda garantiu que evitará utilizar o cartão de crédito.

Os temores relatados pelos entrevistados refletem um cenário pacato apresentado em 2018. A pesquisa revelou, por exemplo, que pelo menos 82% dos consumidores tiveram que ajustar seu orçamento no ano passado, especialmente no que se refere às refeições fora de casa, compras de itens de vestuários, supérfluos e viagens.

 

Com a alta taxa de desemprego, grande parte da população ficou com medo de não conseguir pagar as contas em dia (34%) e muitos acabaram abrindo mão de itens de consumo que costumavam obter em sua rotina (41%).

 

Previsões para 2019

Apesar de o ano de 2018 ter sido difícil para muitos brasileiros, o otimismo e a confiança imperam neste início de 2019. Sair do vermelho e juntar dinheiro são as principais metas, agora.

A pesquisa ainda apontou que 61% dos entrevistados conseguiram colocar em prática pelo menos um projeto em 2018. As principais metas cumpridas foram: cuidar da saúde (22%), pagar dívidas atrasadas (15%), fazer reserva financeira (15%), comprar ou reformar a casa (12%), fazer tratamento odontológico (10%) e realizar uma grande viagem (9%).

Portanto, diante deste cenário apontado pelo estudo, o empreendedor deve começar a criar estratégias para alcançar o seu consumidor. Se ele deixa de comer fora para economizar, por exemplo, é possível vender “kits pratos prontos” em um estabelecimento, como um supermercado ou rotisserie, a um preço competitivo.

Afinal de contas, o brasileiro classe média procura sempre, obviamente, economizar, porém mantendo um mínimo de conforto. Um grande exemplo deste tema é o crescimento de plataformas de delivery, como o iFood, o Rappi e o Uber Eats. Com promoções de frete grátis, descontos progressivos e afins, os consumidores acabam optando por preço versus comodidade.

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